Viagem

Alemanha – Berlim #3: Parlamento Reichstag, East Side Gallery e Sachsenhausen

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Este é o terceiro post sobre a viagem para Berlim, clique aqui para ver algumas dicas sobre a cidade e uma sugestão de roteiro e aqui para conhecer mais sobre a Catedral de Berlim e o Portão de Brandemburgo.

Neste post vou detalhar um pouco mais sobre a visita ao Reichstag Building (Prédio do Parlamento), na East Side Gallery e no Campo de Concentração Sachsenhausen.

Reichstag Building (Prédio do Parlamento Alemão)

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O Reichstag é, na minha opinião, um dos pontos turísticos imperdíveis se você passar por Berlim. Está dividindo o meu favoritismo com a Catedral de Berlim. Mas primeiramente, vamos conhecer um pouco da história?

O Parlamento que vemos hoje, assim como a maioria das construções em Berlim, não inteiramente original, ele é, em partes, uma reconstrução. Com a intenção de abrigar o Império Alemão, em 1894 sua construção foi terminada. Essa construção já incluía a cúpula, que fora feita de vidro e aço, um tanto quanto moderno e avançado para a época. Com o fim da Primeira Guerra Mundial, em 9 de novembro de 1918, a república foi proclamada da sacada do Reichstag. O prédio permaneceu o mesmo até 1933, quando foi misteriosamente incendiado, apenas quatro semanas depois de Hitler se tornar Chanceler. Não se sabe até hoje o que causou o incêndio, mas um ativista comunista foi visto nos arredores do prédio logo após o início do incêndio, fazendo com que todos pensassem que ele foi o causador daquilo (de fato ele assumiu a autoria, mas ninguém sabe se foi por pressão ou por realmente ter cometido), e isso foi usado como pretexto pelos nazistas para iniciar a perseguição contra a sua oposição.

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Térreo do Reichstag

Durante a Segunda Guerra Mundial, sofreu alguns ataques aéreos que acabaram por causar diversos danos. Ele permaneceu assim até 1956, quando foi decidido que ele não deveria ser demolido, e sim restaurado. A restauração iniciou em 1961 e durou até 1964. Do fim da restauração até 1990, o prédio foi usado apenas para encontros ocasionais e para uma exposição permanente sobre a história alemã. Em 3 de outubro de 1990, foi realizada ali a cerimônia oficial da reunificação da Alemanha. Desde o incêndio em 1933, o Reichstag não possuía mais cúpula. Graças ao casal de artistas Christo e Jeanne-Claude, em 1995 essa cúpula foi reconstruída. Alguns anos após, em 1999, o Reichstag foi reinaugurado como sede do Parlamento e assim permanece até hoje.

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O Reichstag possui partes abertas para visitação ao público (cúpula e sala de reuniões) e tem entrada gratuita, mas você precisa fazer uma reserva pelo próprio site do local (clique aqui), marcando o horário que você deseja ir. Eu programei para irmos mais ou menos no horário do pôr do sol, que, como fomos em junho, estava ocorrendo entre 21h e 22h. Escolhemos então o horário das 20h30 e foi uma excelente escolha, já que você não tem um limite de tempo para ficar lá dentro.

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Chegando no andar da cúpula, você pode pegar um áudio guia, também gratuito, disponível em diversos idiomas, inclusive português (de Portugal). Recomendo fortemente você pegar o áudio guia, pois conforme você vai subindo na cúpula, ele ativa o áudio por sensores (eu acho) e você ouve informações sobre as construções de Berlim que você consegue ver daquele ponto.

East Side Gallery

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 East Side Gallery é como é chamada a galeria de arte a céu aberto do Muro de Berlim. Em 1990, em pleno ano de reunificação da Alemanha, uma parte do muro foi preservada da demolição e serviu de tela para que 105 artistas do mundo fizessem suas obras. A galeria fica no lado leste do antigo Muro de Berlim e, com um tamanho total de 1,3km, é considerada a maior galeria a céu aberto do mundo.

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As artes no Muro foram feitas de forma espontânea, de forma que muitas delas não estão bem conservadas, principalmente por causa das pichações e rabiscos de turistas (não consigo entender, juro!). Não tenho certeza, mas acho que muitas delas estão passando por restaurações, e a partir dessas restaurações não ficarão mais sem as grades na frente.

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Fim de tarde na margem do Spree

A galeria fica na margem do rio Spree, que, em vários lugares, têm botes e barquinhos que são restaurantes e bares. Vale a pena ir pra East Side Gallery no fim da tarde, dar uma passeada pela margem do rio e sentar apreciar o por do sol (já deu pra perceber que um dos meus programas favoritos é ver o por do sol em lugares legais da cidade, né? kkk).

Campo de Concentração Sachsenhausen

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Pensamos que uma ida à Alemanha não seria completa sem uma visita à um campo de concentração, então, como há um campo a menos de uma hora de distância de Berlim, resolvemos ir.

O campo de concentração Sachsenhausen foi um dos três maiores campos da Europa na época da Segunda Guerra. Fica localizado na pequena cidade de Oranienburg, distante uns 35km de Berlim. Foi construído em meados de 1936 e ficou ativo até abril de 1945. Devido a sua localização central, era o campo que continha o centro administrativo e também onde os soldados nazistas eram treinados para atuar nos demais campos. O Sachsenhausen recebeu inicialmente prisioneiros políticos, mas um tempo depois recebeu uma grande quantidade de judeus, intelectuais que eram contra o sistema, gays e ciganos; no total, aproximadamente 200.000 pessoas passaram pelo Sachsenhausen entre 1936 e 1945.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a derrota da Alemanha, o campo passou a ser dominado pelos soviéticos, sendo utilizado novamente para o envio de presos políticos, inclusive muitos nazistas. As técnicas de extermínio em massa já não eram utilizadas, mas mesmo assim aproximadamente 12.000 prisioneiros morreram em decorrência da fome, do frio e de doenças até 1950, quando o campo foi fechado definitivamente.

Em relação a estrutura do Sachsenhausen, pouca coisa ainda está de pé lá: uma casa na entrada (salas administrativas e onde os soldados ficavam para visualizar o campo por inteiro), dois barracões onde os prisioneiros dormiam e mais dois onde funcionavam a cozinha e lavanderia (todos os quatro abrigam hoje pequenos museus), o crematório, o hospital e um outro local que funcionava como laboratório, onde eram feitos experimentos usando os prisioneiros como cobaias. O restante dos barracões (mais de 50) possuem apenas marcações no chão, delimitando o local onde estavam.

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A visita ao Campo de Concentração Sachsenhausen é gratuita e você tem a opção de comprar um áudio guia (não disponível em português) por 3 euros. Esta foi uma impressão pessoal minha: não vale a pena pegar o áudio guia, principalmente se você não dispõe de um dia todo para visitar o campo. Os áudios são bem completos, e justamente por isso, são muitos (mais de 40) e são extremamente longos. Eu desisti de ouvi-los bem antes de chegar na metade.

Dessa visita eu formei uma opinião: não acho que vale a pena visitar se você não for com um guia e principalmente se você não tem muito tempo disponível em Berlim (ficamos umas 4 horas lá e não ouvimos praticamente nada dos áudios). Foi, de longe, a visita que menos gostei, não só pelo contexto histórico em si, mas porque a visita é extremamente maçante e cansativa. Mas isso, é claro, é apenas uma opinião pessoal, que não li em nenhum outro blog quando pesquisei sobre o campo, caso contrário teria repensado a visita.

Enfim, esse foi o capítulo final da viagem para Berlim e em breve chegarão os posts sobre Hamburgo, um sobre a cidade em si e outro sobre uma atração incrível e imperdível de lá, o Mini-mundo!

Beijinhos e até mais! ❤

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